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Mais de 40 aves e cágados ganham liberdade em reserva do Cariri
Potengi/CE – Em uma área de reserva legal do município, militares do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA) e voluntários da ONG BiodiverSe liberaram, na manhã desta segunda-feira (10), 44 animais silvestres que haviam sido resgatados do tráfico. A soltura, realizada às 10h, sela semanas de triagem e cuidados veterinários.
- Em resumo: aves raras e dois cágados voltam ao habitat após apreensões no Cariri.
Como a operação foi planejada
Segundo o comando do BPMA, cada espécie passou por exames clínicos e quarentena antes da soltura. A lista inclui 15 golinhas, seis Sporophila sp, quatro canários, quatro galos-de-campina, três azulões, três tico-tico-rei-cinza e exemplares de baiano, bigodinho, pássaro-preto, trinca-ferro e gatibaldi, além de dois cágados. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), operações contra crimes ambientais aumentaram 18% no Nordeste nos últimos três anos.
A ONG BiodiverSe atuou no monitoramento pós-soltura, utilizando pontos de alimentação e anilhas de controle para medir a adaptação dos animais.
“Todos foram apreendidos em ações de combate ao tráfico, comércio e criação ilegal de fauna silvestre na região do Cariri”, afirmou o tenente Barbosa, comandante da Polícia do Meio Ambiente.
Tráfico de fauna: crime que movimenta milhões
O tráfico de animais silvestres é a terceira maior atividade ilegal do mundo, perdendo apenas para drogas e armas. No Brasil, estimativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) apontam que 38 milhões de exemplares são retirados da natureza anualmente, gerando prejuízos à biodiversidade e à saúde pública.

No Cariri, região reconhecida pelo IBGE por sua rica avifauna, a retirada de espécies como o galos-de-campina afeta a polinização de diversas plantas nativas, comprometendo até a agricultura familiar que depende desses ecossistemas.
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Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
