- Água percorre 15 km e Cinturão das Águas atinge 92%
- Governo cearense distribui tablets com chip a 4 cidades do Sertão
- Foragido por feminicídio há 5 anos é capturado em Canindé
- Mãe de criança epiléptica é flagrada com celular de entregador morto
- Mandado reabre caso de 2018 e prende suspeito de feminicídio
Mandado reabre caso de 2018 e prende suspeito de feminicídio
CANINDÉ, CE – Uma operação da Polícia Civil do Ceará no último sábado (28) culminou na prisão preventiva de um homem de 27 anos acusado de participar do feminicídio de 2018 em Barreira, colocando fim a quase meia década de espera por Justiça.
- Em resumo: Suspeito já havia sido detido em flagrante em 2018, mas voltou às ruas e só agora foi reconduzido à prisão.
Como a polícia chegou até o foragido
Equipes do Grupo de Investigação de Seguimento do DPI Norte, com o apoio do Núcleo de Inteligência, rastrearam o investigado até o bairro Ipiranga, em Canindé. A captura obedeceu a um mandado de prisão preventiva emitido após novas diligências que reforçaram a autoria. O crime original, ocorrido na localidade de Riachinho, envolveu disparos de arma de fogo contra a vítima.
De acordo com o Atlas da Violência 2023, o Ceará registrou 50 feminicídios no último ano disponível, índice que pressiona as forças de segurança a agilizar casos pendentes.
“A vítima foi morta com disparos de arma de fogo”, apontam os autos que sustentaram o novo pedido de prisão.
Por que o caso voltou aos holofotes
Embora o suspeito tenha sido preso em flagrante em 2018, ele respondia em liberdade, o que gerou revolta entre familiares. A legislação de feminicídio (Lei nº 13.104/2015) prevê penas de 12 a 30 anos, mas a lentidão processual costuma adiar a execução da pena.

Especialistas em segurança pública ressaltam que o cumprimento tardio de mandados compromete a confiança social. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 22% dos mandados de feminicídio no Brasil ainda aguardam execução.
O que você acha? A Justiça falha ao demorar anos para tirar acusados de feminicídio das ruas? Para acompanhar outros casos de segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PCCE
