Londres – O campeão mundial de 1992, Nigel Mansell, soou o alarme para o possível “monopólio” que a copropriedade de escuderias pode instalar na Fórmula 1, em meio a negociações que envolvem gigantes como Mercedes e Alpine.
- Em resumo: Mansell acha “perigoso” que uma mesma empresa detenha fatias de múltiplas equipes, desequilibrando o campeonato.
Entenda o alerta contra a “dupla camisa”
Modelos de participação cruzada – quando uma montadora ou grupo financeiro possui mais de uma equipe – voltaram à pauta após críticas públicas de Zak Brown, CEO da McLaren. Na avaliação de Mansell, essa prática fere a essência competitiva do esporte e pode restringir o espaço para novas escuderias independentes.
O britânico compara o cenário atual aos anos 1980, quando pequenos empreendedores, como o lendário Colin Chapman, ainda tinham oportunidade de entrar no grid com soluções engenhosas e orçamento enxuto.
“Estar associado ou possuir mais do que você precisa possuir, o monopólio entra em jogo”, disse Mansell, ressaltando o risco de “vantagem injusta” para quem controla times de primeiro e segundo escalões.
Custos nas alturas travam novos competidores
Desde 2023, a FIA impõe um teto orçamentário de US$ 135 milhões (cerca de R$ 675 milhões) por temporada, mas a barreira de entrada permanece enorme: o acordo comercial da categoria exige taxa antidiluição de US$ 200 milhões para qualquer novo time – cifra que, segundo analistas, inibe projetos como o da Andretti.
Com esse cenário, Mansell defende um grid de 26 carros, todos independentes, para reavivar a “safra de ideias” que fez da Fórmula 1 um laboratório de inovação.
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