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Mão de obra acima dos 65 anos ganha espaço
Mão de obra acima dos 65 anos ganha espaço – Relatório divulgado pela Society for Human Resource Management (SHRM) aponta que profissionais com 65 anos ou mais somam características valiosas, como lealdade e conhecimento especializado, ainda pouco exploradas pelas empresas.
Embora 98% dos gestores de RH que já atuam com esse público reconheçam esses diferenciais, apenas 7% das organizações possuem programas formais de atração ou retenção voltados a trabalhadores sênior, revela o estudo.
Benefícios concretos para as organizações
Segundo a pesquisa, 91% dos entrevistados acima de 65 anos estão satisfeitos com o trabalho, 87% relatam alto engajamento e 81% demonstram forte disposição para aprender, inclusive tecnologias emergentes. Além disso, sua presença amplia a diversidade etária, elemento associado a melhores resultados de inovação, de acordo com análise do IBGE.
Outro ponto destacado é a preservação do “conhecimento crítico”: rotinas, relações com clientes e cultura interna que podem se perder quando veteranos deixam a equipe. Apenas um terço das empresas mapeia esses saberes, tornando a retenção estratégica.
O que os profissionais sênior procuram
Entre os trabalhadores pesquisados, 60% ainda não se aposentaram e planejam continuar na ativa. Para 70%, manter-se mentalmente ativo é a principal motivação, seguida de estabilidade financeira (59%) e propósito (50%).
Eles apontam três necessidades centrais: requalificação personalizada, jornadas flexíveis e ambiente inclusivo. Modelos de treinamento prático, tutoriais em vídeo e materiais de apoio visual foram citados como mais eficazes.

Desafios para os departamentos de RH
Apesar do potencial, 93% das empresas não possuem sequer programas informais para atrair esse público. A desconexão se reflete na falta de campanhas de comunicação segmentadas e na ausência de métricas específicas para medir o impacto da longevidade no quadro funcional.
Especialistas recomendam iniciar com políticas simples, como flexibilizar horários, criar trilhas de aprendizado intergeracionais e formalizar planos de transmissão de conhecimento entre gerações.
Fortalecer a inclusão de talentos experientes, portanto, não é apenas questão de responsabilidade social, mas um investimento comprovado em produtividade e inovação. Para acompanhar outras análises sobre carreira e mercado, acesse nossa editoria de Empregos e Concursos.
Crédito da imagem: Divulgação
