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Maratona Oscar do Cinema do Dragão traz 12 estreias e debate grátis; veja por quê
FORTALEZA/CE – Entre os dias 12 e 18 de março, o Cinema do Dragão transforma suas duas salas em palco para 12 produções inéditas, maratonas do Oscar 2026 e encontros com realizadores de animação, reforçando o equipamento como um dos polos culturais mais ativos do Nordeste.
- Em resumo: Sessões especiais incluem filmes que concorrem a nove estatuetas e debates gratuitos da Mostra Espiral.
Por dentro da corrida ao Oscar: 48 horas de exibições decisivas
No fim de semana da cerimônia, 14 e 15 de março, a casa exibirá títulos cotados em categorias-chave, como “Marty Supreme”, estrelado por Timothée Chalamet, e o norueguês “Valor Sentimental”, ambos com nove indicações. Produções disputadas serão projetadas em sequência, permitindo que o público compare narrativas e estilos num curto intervalo.
A maratona mantém ainda “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, na 18ª semana em cartaz – feito raro no circuito alternativo –, além de clássicos restaurados como “São Paulo Sociedade Anônima”. Entre uma sessão e outra, críticos convidados comentam tendências que podem definir a votação da Academia.
“Exibir indicados antes da premiação cria uma atmosfera de torcida coletiva e estimula debate qualificado”, destaca a curadoria do Dragão.
Mostra Espiral: animação, pesquisa e educação em foco
Paralelamente, a Espiral – Mostra Experimental de Cinema de Animação de Fortaleza ocupa o Dragão até 14 de março. Ao todo, cinco sessões temáticas abordam da relação entre natureza e tecnologia às criações autorais latino-americanas. Após “Terra & Mares” e “Partículas ao Sol”, cineastas participam de conversas abertas, ampliando a formação de público e a troca de métodos.
O debate extrapola a tela: “Hora do Recreio”, novo longa de Lucia Murat, dialoga com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que mostram que 5,6% dos estudantes brasileiros abandonaram o ensino médio em 2024. A obra mistura ficção e depoimentos reais de adolescentes impactados por racismo e violência escolar, aproximando arte e urgência social.

Já em “A Vida Secreta de Meus Três Homens”, Letícia Simões convoca fantasmas familiares para revisitar traumas políticos, resgatando questões históricas que ainda ecoam no país.
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Crédito da imagem: Divulgação / Victor Jucá
