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Marcha de 240 km de Nikolas desafia STF e pressiona Lula
Paracatu (MG) – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, na manhã desta segunda-feira, uma caminhada de cerca de 240 km rumo a Brasília para protestar contra “as prisões injustas” dos manifestantes de 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro. A travessia, batizada de “Caminhada pela Liberdade e Justiça”, deve durar sete dias e já conta com o reforço dos parlamentares André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO).
- Em resumo: Deputado pretende chegar ao Congresso a pé no domingo e reacender debate sobre quase 1,4 mil réus pelos atos de 8/1.
Por que a rota BR-040 virou palco político
A rodovia liga o Noroeste de Minas ao Distrito Federal e foi escolhida para dar “visibilidade máxima” ao protesto. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou em 2023 mais de 700 mil pessoas presas preventivamente, cenário que Nikolas pretende usar como argumento de “excesso de cautela” do Judiciário nos casos do 8/1.
O trajeto começou no km 30, já na divisa com Goiás. Vestindo calça jeans, tênis preto e camisa branca, o parlamentar afirmou nas redes que a marcha quer “dar esperança a quem desistiu”, em referência aos protestos que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016.
“Decidi caminhar até Brasília em um ato simbólico para trazer luz a todos os fatos que estão acontecendo”, declarou Nikolas em vídeo.
Contexto: prisões, pressão e cálculo eleitoral
Mais de 1,3 mil pessoas viraram rés no Supremo Tribunal Federal pelos ataques de 8 de janeiro, segundo a Procuradoria-Geral da República. Juristas apontam que a maioria aguarda julgamento em liberdade, mas a manutenção de detidos virou bandeira do campo bolsonarista. A caminhada, portanto, funciona como vitrine para 2026, quando Nikolas planeja disputar cargos majoritários.
A iniciativa veio uma semana após ele acusar o governo de monitorar e taxar o Pix – informação negada pela Receita Federal. Aliados viram na marcha uma forma de o deputado reconquistar protagonismo após cobranças por silêncio no caso Eduardo Bolsonaro nos EUA.
O que você acha? A marcha pode mudar o debate sobre as prisões do 8/1 ou será apenas um ato midiático? Para mais análises da cena política, visite nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
