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Marina surpreende no Lolla 2026 ao cortar sucessos do set
São Paulo – A apresentação de Marina no Lollapalooza 2026, neste sábado (21), empolgou a multidão no Autódromo de Interlagos, mas o que realmente virou assunto foi a ausência de hits como “How to be a Heartbreaker” e “Oh No”.
- Em resumo: Marina manteve energia alta, porém trocou clássicos por faixas de “Princess of Power”.
Por que os hits ficaram de fora?
No terceiro retorno ao festival brasileiro – com transmissão da Globo –, a artista galesa abriu o show em clima de videogame, seguindo o conceito visual que adotou desde 2024. O setlist concentrou-se no álbum mais recente, enquanto “Bubblegum Bitch” e “Froot” apareceram só para aquecer fãs antigos.
Dados de um estudo do IBGE indicam que 61 % do público de grandes festivais é composto por jovens entre 18 e 34 anos, faixa etária que acompanhou o auge de Marina na era Tumblr. Ao escolher canções novas, a cantora mira justamente esse grupo que envelheceu com ela – mas corre o risco de perder curiosos atraídos pelos sucessos de 2012.
“Queria saber falar português”, brincou Marina, antes de emendar “Metallic Stallion” numa versão surpresa de “Hung Up”, de Madonna.
Contexto: evolução ou repetição de fórmula?
Apesar do figurino floral que homenageou a flor nacional brasileira, a estrutura do show pouco mudou desde 2022. A introdução “carregando” e o encerramento “Game Over” permanecem, reforçando a estética retrô-gamer que divide opiniões entre críticos.

O corte de faixas consagradas evidencia um dilema comum a artistas pop veteranos: inovar sem alienar. Segundo a consultoria Live Music Report, setlists que mesclam ao menos 40 % de canções nostálgicas geram taxas de retenção 27 % maiores em streaming na semana pós-show – métrica vital para performance em algoritmos como o Google Discover.
O que você acha? Manter a setlist fresca vale o risco de deixar fãs sem seus hinos favoritos? Para mais matérias sobre o universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Globo
