Woking, Inglaterra – Depois de ver suas duas primeiras corridas ruírem por falhas elétricas e perda de rendimento, a McLaren garante ter dominado o motor Mercedes e prepara contra-ataque estratégico para o GP de Miami, marcado para 3 de maio.
- Em resumo: Um mês extra de simulações fez a equipe afirmar que “a defasagem acabou”.
Por que o motor Mercedes virou dor de cabeça
A partir de 2021, a McLaren voltou a utilizar a unidade de potência alemã, mas o novo regulamento de 2026 trouxe mapas de energia reduzidos – de 8 MJ para 7 MJ por volta. A mudança exigiu recalibração instantânea, segundo a FIA. Em apenas três rodadas, falhas elétricas impediram Lando Norris e Oscar Piastri de sequer largarem na China, desperdiçando pontos valiosos e ecoando o alerta da própria Federação Internacional de Automobilismo sobre confiabilidade em fases iniciais de regulamento.
Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, o time ganhou quatro semanas para analisar telemetria e ajustar softwares de gerenciamento de energia. Andrea Stella, chefe da escuderia, garante que a curva de aprendizado foi acelerada.
“Agora estamos muito mais preparados… Acredito que superamos essa defasagem e temos as ferramentas para extrair o máximo da unidade de potência”, cravou Stella.
O que muda na pista e no campeonato
Miami marcará o primeiro teste real do pacote – circuito de alta velocidade onde a eficiência híbrida é decisiva. Segundo dados históricos da FIA, 42 % do tempo de volta na pista norte-americana é gasto em aceleração plena; qualquer déficit de recarga se transforma em segundos.
Desde 2021, a McLaren acumulou três pódios e uma pole com o motor Mercedes, mas não vence desde Monza-2021. Em paralelo, rivais diretos como Aston Martin e Alpine já somam pontos consistentes no novo campeonato, reforçando a urgência da reação. A expectativa interna é recuperar, no mínimo, duas posições no Mundial de Construtores até julho, prazo em que novas atualizações aerodinâmicas devem chegar.
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Crédito da imagem: XPB Images / Divulgação