Megaoperação prende 13 suspeitos de homicídios em 3 estados
Fortaleza/CE – Uma ofensiva simultânea articulada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) mobilizou efetivos no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte e, na quinta-feira (12), resultou em 13 prisões de integrantes de uma facção investigada por ao menos cinco homicídios e tráfico de drogas. O cerco incluiu cumprimento de mandados dentro e fora de presídios, fechando o cerco a suspeitos que vinham agindo desde 2024.
- Em resumo: oito capturas ocorreram em Fortaleza; outras cinco no RJ, RN e no sistema carcerário cearense.
Como os alvos foram rastreados
A 7ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cruzou laudos balísticos, imagens de câmeras urbanas e quebras de sigilo telefônico até identificar os executores de um assassinato cometido no início de 2024 na capital. O aprofundamento das diligências revelou conexões com crimes em série e deflagrou a operação interestadual.
Entre os presos está um jovem de 20 anos apontado como autor de dois homicídios e responsável por “gerenciar” armas no bairro Messejana. Em Pacajus, a PCCE localizou outro suspeito de 31 anos já condenado por tráfico. No Rio, a polícia fluminense ajudou a capturar um foragido de 24 anos, enquanto em Natal a PCRN deteve um homem de 27 anos com histórico de receptação.
“A cooperação interestadual impede que facções usem as fronteiras estaduais como refúgio”, ressaltou um investigador do DHPP.
Contexto: violência letal em números
O Ceará registrou 3.299 assassinatos em 2023, segundo dados do Atlas da Violência. Embora represente queda de 5,3% frente a 2022, o indicador continua acima da média nacional. Especialistas apontam que execuções ligadas a disputas de facções — como as apuradas nesta operação — puxam as estatísticas para cima.

No Rio e no Rio Grande do Norte, o perfil é semelhante: 83% dos homicídios são cometidos com arma de fogo, e homens entre 15 e 29 anos representam a maioria das vítimas. O intercâmbio de informações entre as polícias, enfatizado pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), mira justamente esses núcleos que exportam violência para outros estados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Ceará
