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Menescal ajusta Fagner na bossa e apaga vexame de 2025
Rio de Janeiro (RJ) – O cantor Raimundo Fagner lançou nesta quinta-feira (6) o álbum “Bossa nova”, produzido e arranjado por Roberto Menescal, em um projeto cuja transmissão acontece na Band e que promete apagar o mau desempenho do show de 2025, lembrado pelo público como um dos piores momentos de sua carreira.
- Em resumo: Parceria com Menescal suaviza a voz de Fagner e resgata clássicos como “Chega de Saudade”.
Bastidores do ajuste musical
Menescal, referência viva do movimento criado em 1958, alia seu violão a uma banda de peso que inclui Adriano Gifoni (baixo), Adriano Souza (piano) e João Cortez (bateria). A produção enxuta e precisa dá a Fagner o colchão sonoro que lhe faltou no polêmico show carioca de 2025, exibido à época em clima de irritação.
Segundo pesquisa do IBGE sobre consumo cultural, álbuns de releituras representam 14 % das vendas de música física no país, sinal de que nostalgia bem-executada encontra mercado.
“Bossa nova é leveza; meu trabalho foi aparar arestas para que a voz de Fagner se encaixasse nessa praia”, resumiu Menescal durante a coletiva de lançamento.
Por que a bossa de Fagner divide opiniões
A crítica reconhece que, embora a interpretação do cearense careça daquele balanço clássico de João Gilberto, o disco elimina vibratos excessivos e valoriza graves, tornando-o “correto” – adjetivo raro em trajetórias marcadas por rompantes de emoção.

Faixas como “Tereza da Praia”, em dueto com Zeca Baleiro, ganham inusitada sanfona de Marcos Nimrichter; já “Samba em Prelúdio” com Wanda Sá soa contida, quase asséptica. Ainda assim, a presença de Rildo Hora na gaita eleva “Águas de Março” e “Wave”, destacando a influência jazzística original do gênero.
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Crédito da imagem: Divulgação
