Brackley, Reino Unido – A Mercedes corre contra o relógio para estancar um problema “fundamental” que vem custando posições preciosas a Andrea Kimi Antonelli logo nos primeiros metros de cada prova da Fórmula 1 em 2026.
- Em resumo: arranques instáveis derrubaram Antonelli em todas as largadas do ano – mesmo quando saiu da primeira fila.
Por que a luz verde virou pesadelo
O italiano revelou que a falha envolve a combinação entre a alavanca de embreagem e a forma como suas mãos acionam o sistema híbrido. A própria equipe já detectou a origem do defeito após sessões extras de prática durante a pausa de abril, mas a solução técnica ainda não ficou pronta. Em outras categorias automotivas, problemas similares custam em média 0,2 s por arrancada, segundo relatório da Anfavea.
Para tentar amenizar a perda, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) liberou, a partir do GP de Miami, um “empurrão” extra da MGU-K quando a telemetria indicar patinagem acima do normal. Mesmo assim, Antonelli aposta que a novidade será paliativa.
“Acho que meu problema é mais fundamental, então não será essa mudança que vai me ajudar muito”, disse Antonelli.
O que muda a partir de Miami
Os engenheiros planejam alterar o ângulo da embreagem e reposicionar os paddle-shifts para reduzir a oscilação de torque. Ajustes desse tipo exigem homologação prévia e, portanto, só deverão aparecer definitivamente após a próxima pausa de calendário.
Desde 2014, 72% das vitórias na F1 foram conquistadas por pilotos que mantiveram a posição na volta 1, apontam dados históricos da própria categoria. Perder terreno na largada, portanto, representa quase três quartos de chance a menos de subir ao degrau mais alto do pódio — um cenário que a Mercedes não pode aceitar enquanto tenta retomar o protagonismo da era híbrida.
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