Madrid - Em 23 de abril de 2026, na primeira rodada do Masters 1000, o grego Stefanos Tsitsipas foi flagrado por microfones de quadra distribuindo palavrões ao próprio pai e ex-treinador, Apostolos Tsitsipas, reacendendo a histórica tensão familiar e levantando dúvidas sobre o foco do número 7 do mundo.
- Em resumo: áudio oficial registrou insultos como “vai à m…” e “bastardo” dirigidos ao pai durante a troca de lado.
Do “vai à m…” ao “bastardo”: o que desencadeou o surto
Tsitsipas vencia o norte-americano Patrick Kypson, mas desperdiçou três break-points consecutivos quando, irritado, voltou ao banco e vociferou contra o pai. Vídeos compartilhados por torcedores viralizaram e o site da ATP confirmou que o árbitro apenas advertiu verbalmente o atleta, sem aplicação de “code violation”.
Falas agressivas da família não são novidade: em 2022, Stefanos afastou o pai de algumas viagens após confusões semelhantes, mas voltou a contar com o apoio dele em quadra no início desta temporada.
“¡Gilipollas!”, “¡Vete a la m…!”, “¡Que te jodan!”, registrou o microfone da transmissão da Record enquanto o atleta se abanava com a toalha.
Impacto esportivo e risco financeiro
De acordo com o regulamento da ATP, atitudes antidesportivas podem render multas de até US$ 20 000 por ocorrência. Em 2023, o circuito arrecadou mais de US$ 1,8 milhão só em penalidades — valor que, ajustado, seria suficiente para financiar um torneio Challenger inteiro.
Especialistas lembram que acesso a treinadores nas arquibancadas foi limitado justamente para evitar interferências familiares. Caso reincida, Tsitsipas pode sofrer sanções mais duras, inclusive perda de pontos no ranking, o que comprometeria sua corrida ao ATP Finals.
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Crédito da imagem: Divulgação