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Milei anuncia 90 reformas e busca aliança estratégica com EUA
Congresso – No domingo (1), o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que quer “uma aliança estratégica duradoura” com os Estados Unidos como “política de Estado” e anunciou um pacote de 90 reformas para “redesenhar” o país, ressaltando impactos econômicos e geopolíticos imediatos para exportações, empregos e controle de recursos naturais.
- Em resumo: Milei prometeu 90 reformas, defendeu alinhamento com EUA e apontou o Atlântico Sul como campo estratégico nas próximas décadas.
O que muda na prática
O discurso no Congresso — que abriu a segunda metade do mandato — reafirmou o alinhamento geopolítico de seu governo com Estados Unidos e Israel e relacionou essa aproximação a interesses comerciais e de segurança na região.
Ao detalhar seu plano para 2026, Milei afirmou que a Argentina tem “minerais críticos”, energia e posição geográfica decisiva para cadeias globais, e defendeu reformas em economia, tributação, código penal, sistema eleitoral, educação, justiça e defesa.
Para entender o quadro econômico que sustenta essas medidas, veja dados oficiais sobre inflação e políticas monetárias no site do Banco Central.
“Temos os minerais críticos que o Ocidente necessita. Temos energia, gás, petróleo, energia nuclear e energia renovável para abastecer cadeias de produção em escala (…) Temos a localização no extremo sul do continente, com saída para dois oceanos e presença na Antártida”.
Contexto e impacto social
O discurso ocorre após um 2025 turbulento, com denúncias de corrupção e instabilidade cambial, mas também com avanço legislativo: a reforma trabalhista foi aprovada na sexta-feira, apesar da rejeição dos sindicatos.
Milei atribui ao “Estado falido” a necessidade do ajuste. Desde 2023, a inflação anual caiu de 211,4% para 31,5% em 2025, e a Argentina registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos — conquistas que vieram acompanhadas de custos sociais, como o fechamento de mais de 21.000 empresas e perda estimada de 300.000 empregos.
Nas legislativas de outubro, o partido A Liberdade Avança alcançou 40% dos votos, fortalecendo a presença do presidente no Parlamento. Pesquisas apontam 41,5% de aprovação e 55,3% de rejeição, segundo a consultoria AtlasIntel.
O que você acha? A aliança com os EUA e as 90 reformas vão colocar a Argentina no caminho desejado por Milei ou aprofundar divisões internas? Para mais análises, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
