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Eusébio (CE) – Seis dias após o sorteio do concurso 2.979 da Mega-Sena, apenas quatro dos cinco cotistas do bolão premiado já iniciaram o resgate; o quinto segue anônimo e corre contra o relógio.
- Em resumo: faltam 84 dias para que o premiado peça os R$ 31,6 milhões antes que o montante vá para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Como funciona o resgate e por que o prazo importa
Prêmios a partir de R$ 10 mil são liberados pela Caixa em, no mínimo, dois dias úteis após a apresentação do recibo da aposta, documento com foto e CPF. O relógio oficial começa a contar na data do sorteio, 3 de março, e termina em 90 dias corridos. Passado esse limite, o dinheiro é automaticamente destinado ao Fies, programa do Ministério da Educação que já recebeu mais de R$ 2,5 bilhões em valores não reclamados desde 2015, segundo dados do MEC.
Caso o sortudo perca o prazo, a transferência é irrevogável. Não há possibilidade de recurso administrativo ou judicial que reverta a prescrição, segundo normativos internos da Caixa.
“Cada cotista tem recibo individual e pode sacar sem depender dos demais”, explicou Custódio Albano Júnior, dono da lotérica Sorte Mais Brasil, onde o bolão foi vendido.
Bolão barato, prêmio gigante e o lado emocional do esquecimento
Cada participante desembolsou apenas R$ 16,20 para concorrer. Apesar do valor simbólico, o prêmio de R$ 31,6 milhões colocado em risco supera em 20 vezes a média de indenizações de seguros de vida pagas no País em 2025, segundo a Fenaprevi.

Casos de prêmios abandonados não são raros: em 2024, R$ 586 milhões deixaram de ser resgatados em loterias federais. Psicólogos atribuem o esquecimento a fatores como perda do bilhete, medo de exposição e até crenças religiosas que veem o jogo com restrição.
O que você acha? Você guardaria o recibo na carteira ou num cofre? Para acompanhar outros desdobramentos regionais, visite nossa editoria do Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay
