Morfina por 10 anos: como Zizi Possi renasceu aos 70
São Paulo/SP – Famosa por interpretar canções que marcaram gerações, Zizi Possi completa 70 anos neste sábado, 28 de março, exibindo a serenidade de quem superou uma década dependente de morfina, crises de depressão e um romance cercado de polêmica.
- Em resumo: Artista deixa para trás 10 anos de analgésicos fortes e volta aos palcos com fôlego inédito.
Da dor crônica ao palco: entenda a travessia
O uso contínuo de morfina começou após complicações na coluna, levando a cantora a períodos de internação e afastamento artístico. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 30% dos brasileiros acima de 60 anos relatam dor lombar crônica, fator de risco para dependência medicamentosa.
No auge do sofrimento, Zizi encarou também um quadro severo de depressão, condição que a OMS coloca como a principal causa de incapacitação no mundo. Esse cenário a fez cancelar turnês e reduzir aparições públicas, alimentando boatos sobre sua saúde.
“Foi como atravessar um túnel muito escuro, mas a música me puxou de volta à luz”, relembrou a cantora em entrevista recente.
Romance controverso e reinvenção artística
Enquanto lidava com o tratamento, a artista viveu um namoro que dividiu fãs e imprensa, reforçando o escrutínio sobre sua vida pessoal. A pressão, porém, influenciou o repertório: o álbum “Per Amore” ganhou novas nuances emocionais e rendeu shows lotados após seu retorno.

Hoje, Zizi investe em meditação e fisioterapia, abandonou opioides e comemora a maturidade ao lado da filha, Luiza Possi. O cuidado inclui ensaios curtos, alimentação anti-inflamatória e um documentário previsto para 2025 que abordará bastidores dessa fase turbulenta.
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Crédito da imagem: Divulgação
