CIDADE DO MÉXICO - Na última terça-feira (21), a televisão latino-americana perdeu um de seus rostos mais icônicos: Ricardo de Pascual, o eterno Sr. Furtado de “Chaves”, morreu aos 85 anos, deixando um legado que atravessa gerações de telespectadores.
- Em resumo: Ator enfrentava doença pulmonar obstrutiva crônica atribuída a duas décadas de tabagismo.
Da vila do “Chaves” às novelas de sucesso
Embora tenha brilhado em tramas mexicanas como “El Privilegio de Amar”, foi o ladrão atrapalhado que colocava Chaves sob suspeita quem eternizou Pascual nas telas brasileiras. Seu trabalho recorrente com Roberto Gómez Bolaños também incluiu participações em “Chapolin” e “Chespirito”. A versatilidade do ator é reconhecida em rankings independentes, como a base de dados do IMDb, que lista mais de 40 créditos na TV.
Em entrevistas recentes, Pascual revelou que a DPOC limitava sua locomoção e exigia uso constante de oxigênio, quadro que se agravou nos últimos meses.
“A Associação Nacional de Atores lamenta profundamente o falecimento de nosso colega Ricardo de Pascual. Que ele descanse em paz.”
Doença pulmonar: o alerta por trás da despedida
Segundo a Organização Mundial da Saúde, doenças respiratórias crônicas como a DPOC respondem por 4% de todas as mortes globais, cenário ligado principalmente ao consumo de tabaco. No México, campanhas públicas miram reduzir em 30% o índice de fumantes adultos até 2030, mas o desafio permanece.
Especialistas apontam que sintomas iniciais — tosse persistente e falta de ar — costumam ser subestimados. Dados da Variety mostram que, na indústria do entretenimento, é comum artistas esconderem limitações físicas para manterem contratos, fato que agrava diagnósticos tardios.
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