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Morte em confronto com RAIO e prisão de mãe por omissão chocam Ceará
JUAZEIRO DO NORTE/CE – A noite da última quarta-feira (18) terminou com um suspeito baleado em troca de tiros com o RAIO e, horas depois, com a prisão de uma mãe em Várzea Alegre por suposta omissão que resultou na morte da própria filha, de 5 anos. Os dois casos expõem a escalada de violência e negligência que inquieta o interior cearense.
- Em resumo: “Cabecinha”, 39, morreu após reagir à prisão; já em Várzea Alegre, a mãe foi autuada por homicídio doloso ao não socorrer a criança.
Confronto em Juazeiro: minutos fatais
Fágner Marcelino dos Santos, conhecido como “Cabecinha”, era procurado por roubo, tráfico, posse de arma e um homicídio de 2014. Quando a patrulha do RAIO chegou à Rua Joaquim Leandro de Sousa, no bairro Pedrinhas, ele abriu fogo, segundo a Polícia Militar. Os agentes revidaram, e o suspeito foi levado ao Hospital Regional do Cariri, onde morreu às 20h30.
De 2017 a 2022, o Ceará registrou alta de 14% nas mortes em intervenções policiais, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O caso reabre o debate sobre protocolos de abordagem e uso progressivo da força.
“Por volta das 19 horas, o suspeito recebeu os PMs à bala; houve revide imediato”, consta no relatório policial.
Morte de criança e a responsabilidade dos responsáveis
Horas antes, em Várzea Alegre, a menina foi levada ao hospital com sintomas não esclarecidos, mas a mãe e o padrasto desistiram do atendimento por causa da fila. Eles medicaram a criança em casa; na manhã seguinte, perceberam que ela não respirava. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou o óbito e encontrou lesões suspeitas.

A mãe foi autuada por homicídio doloso na modalidade omissiva imprópria – tipificação prevista no artigo 121 do Código Penal para quem tem dever legal de cuidado. Segundo o Unicef, negligência familiar é a segunda principal causa de morte evitável na primeira infância no país.
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Crédito da imagem: Divulgação
