Fórmula 1 – A categoria viveu um turbilhão de bastidores na última semana, com sinais de que o regulamento de motores pode ser flexibilizado e comentários que indicam uma possível debandada na Red Bull.
- Em resumo: Stefano Domenicali admitiu motores “fora da caixa” e Helmut Marko jogou dúvida sobre seu futuro após 2025.
Por que os motores voltaram ao centro do debate
Ao falar sobre o próximo ciclo técnico, o presidente da F1, Stefano Domenicali, sugeriu que a categoria aceitaria “conceitos diferentes” das atuais unidades híbridas a partir de 2026. A sinalização, que coincide com as diretrizes preliminares publicadas pela FIA, abre espaço até para combustíveis sintéticos 100% sustentáveis.
Desde 2014, os V6 híbridos reduziram em cerca de 30% o consumo de combustível, segundo dados oficiais da federação. A discussão agora mira zerar emissões líquidas sem sacrificar desempenho, algo crucial num mercado em que a indústria automotiva investe mais de US$ 400 bilhões em eletrificação, de acordo com o Banco Mundial.
“Estamos prontos para considerar formatos que mantenham a relevância tecnológica da F1”, afirmou Domenicali.
Rumores de saídas e novos destinos aquecem o paddock
No mesmo dia, Helmut Marko revelou que a frustração por perder o título de 2025 pode acelerar sua saída de Milton Keynes. O consultor austríaco já havia criticado publicamente o rendimento da equipe sob pressão.
Para completar o clima de incerteza, Christian Horner foi visto nos boxes da MotoGP, gesto que alimentou teorias sobre uma possível migração para o motociclismo. Embora nada esteja confirmado, episódios semelhantes resultaram em trocas de categoria – como ocorreu quando Davide Brivio deixou a Suzuki para a Alpine em 2021.
Enquanto isso, a África do Sul mantém conversas para recolocar Kyalami no calendário, aposta que pode ampliar em 1,2 bilhão o público global potencial da F1, de acordo com estimativas da Nielsen Sports.
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