MP denuncia 9 por extorsão e jogos de azar; luxo apreendido
Quixeramobim/CE – Em 12 de março de 2026, o Ministério Público do Ceará (MPCE) formalizou denúncia contra nove pessoas que, segundo as investigações, comandavam um esquema de apostas clandestinas e extorsão na cidade. Seis acusados continuam presos desde a operação “Jogo Sujo”, deflagrada em fevereiro.
- Em resumo: Grupo é acusado de extorquir comerciantes para migrar para suas plataformas de aposta.
Como funcionava o “Jogo Sujo”
De acordo com o promotor Bruno de Albuquerque Barreto, o esquema tinha três níveis hierárquicos: comando (sócios), gerencial e execução. A denúncia lista oito episódios de extorsão armada, além de exploração de jogos de azar e associação criminosa.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Ceará registrou, em 2025, mais de 1,2 mil casos de extorsão, um aumento de 9% em relação ao ano anterior – cenário que reforça a gravidade do caso.
“A reunião, em 16 de julho de 2025, padronizou ameaças e violência para obrigar cambistas a aderir à plataforma”, destaca trecho da denúncia.
Dinheiro, armas e o impacto regional
Durante a ofensiva policial foram apreendidos carros de luxo, quantias em espécie, uma pistola, espingarda e dezenas de munições. A Justiça também bloqueou bens dos investigados para impedir lavagem de dinheiro.
Especialistas em direito penal lembram que a pena para extorsão pode chegar a 10 anos de reclusão, agravada pelo uso de arma de fogo. Já a exploração de jogos de azar – vetada pela Lei de Contravenções Penais – prevê detenção de até um ano, mas costuma ter aumento quando associada a crimes violentos.

O MPCE informou que as apurações continuam para verificar possível ligação do grupo com facções e a movimentação financeira em contas de terceiros. Caso a suspeita de lavagem de dinheiro se confirme, a pena pode ultrapassar 16 anos, conforme a Lei nº 9.613/1998.
O que você acha? A repressão a jogos clandestinos deve ser prioridade das autoridades? Para mais notícias de segurança pública, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MPCE
