MP-SP recua e arquiva caso contra Monark sobre apologia nazista
SÃO PAULO – O Ministério Público de São Paulo desistiu de levar adiante a ação que movia contra o influenciador Bruno “Monark” Aiub por defender, em fevereiro de 2022, a legalização de um partido nazista no Brasil. A decisão, publicada recentemente, encerra a investigação sem punição e levanta novas discussões sobre os limites entre liberdade de expressão e discurso de ódio.
- Em resumo: Procuradores alegaram “ausência de justa causa” para processar o youtuber, arquivando o caso dois anos após a polêmica.
Por que o processo caiu
Na manifestação final, o MP-SP reconheceu que o comentário de Monark foi “reprovável”, mas considerou insuficientes as provas de incitação direta ao nazismo. O órgão citou precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre liberdade de expressão e concluiu que faltavam elementos para configurar o crime previsto na Lei 7.716/1989 (Lei do Racismo).
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que denúncias de crimes de ódio cresceram 41% desde 2020, pressionando o Judiciário a equilibrar direitos individuais e a proteção de minorias.
“Acho que nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei” – declaração de Monark no Flow Podcast, em 2022.
Liberdade de expressão ou crime?
Especialistas lembram que a Constituição garante a livre manifestação, mas veda o anonimato e prevê responsabilização quando há defesa de práticas criminosas. A Alemanha, citada pelo youtuber como exemplo de tolerância partidária, proíbe símbolos e organizações nazistas desde 1945.

Para juristas, o arquivamento não impede eventual reabertura se surgirem novas provas. Já parlamentares articulam projetos que endurecem penas para apologia ao nazismo, alinhando-se à tendência europeia de tolerância zero.
O que você acha? O arquivamento reforça a liberdade de expressão ou fragiliza o combate ao discurso de ódio? Para mais análises políticas, acesse nossa editoria especializada.
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