LONDRES – Em entrevista recente à Sky Sports, Andy Murray quebrou o silêncio sobre os cinco meses em que treinou Novak Djokovic e admitiu que o maior beneficiado da breve parceria foi ele próprio, não o sérvio.
- Em resumo: Murray diz ter “absorvido tudo” de Djokovic, enquanto o nº 1 “provavelmente não aprendeu nada” com ele.
O que Murray viu de perto em Djokovic
Durante o período como consultor, Murray acompanhou de perto rotinas de treinos, alimentação e análise de partidas que fazem de Djokovic o tenista com 24 títulos de Grand Slam, recorde absoluto do circuito. Segundo dados da ATP, Nole também soma mais de 420 semanas como nº 1 do mundo, marca inédita na história.
Para o britânico, observar esses processos evidenciou lacunas no seu próprio conhecimento de coaching e o motivou a estudar tática e preparação física em detalhes – muitas vezes sacrificando dias de folga para rever vídeos.
“Provavelmente Djokovic não aprendeu nada comigo, mas eu aprendi muito com ele”, resumiu Murray à emissora.
Contexto: por que a parceria durou só cinco meses?
A convivência começou em janeiro de 2024, antes da temporada de saibro, com transmissão de alguns treinos pelo canal Record. Apesar da sintonia fora das quadras, resultados expressivos não vieram e Djokovic optou por retomar o trabalho exclusivo com seu staff tradicional. Na avaliação de especialistas, mudanças de curto prazo raramente impactam atletas no auge técnico.
Mesmo sem troféus, Murray ganhou bagagem: o ex-nº 1 conheceu softwares de análise de dados usados pelo sérvio e entendeu a diferença entre treinar para performance própria e orientar outro atleta. A experiência deve servir de trampolim caso ele decida assumir carreira de treinador em tempo integral, algo cada vez mais comum entre ex-top 10.
E você? Acha que grandes campeões ainda têm algo a aprender com novos treinadores ou a troca é sempre unilateral? Para ler mais análises sobre tênis e outros esportes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação