MADRI, Espanha – A poucos dias da estreia no Masters 1000 de Madri, o italiano Lorenzo Musetti afirma ter virado a chave da grave lesão sofrida no Australian Open e garante que a aceitação do trauma é o combustível para retomar o tênis que o levou às portas do top 20.
- Em resumo: Musetti admite que só evoluiu quando parou de negar a lesão e agora usa o episódio como motivação no saibro espanhol.
Do trauma à motivação: o processo de virada
Em entrevista coletiva, o atleta de 22 anos revelou que passou semanas revendo o momento em que saiu de quadra em Melbourne. “Trabalho todos os dias para reencontrar minha melhor forma física”, reforçou o tenista, que já disputou três partidas no ATP 500 de Barcelona. Dados da ATP Tour mostram que, desde o retorno, ele soma 56% de aproveitamento nos games de saque – índice abaixo dos 64% registrados antes da contusão, mas em curva ascendente.
A programação em Madri, onde a altitude favorece quem busca pontos rápidos, foi desenhada para acelerar esse ajuste. A equipe de preparação física incluiu sessões extras de explosão justamente para lidar com a bola mais “viva” do torneio.
“Aceitar o que aconteceu em Melbourne foi fundamental e agora uso isso como motivação para voltar a esse nível”, explicou Lorenzo Musetti.
Por que Madri é decisiva para o ranking do italiano
Além do aspecto psicológico, o Masters 1000 vale até 1.000 pontos e pode frear a queda de Musetti na classificação. Segundo o regulamento da ATP, ele precisa ao menos repetir as oitavas de 2023 para manter parte dos 180 pontos em jogo; qualquer tropeço antes dessa fase o fará perder posições num ranking já apertado.
Historicamente, 7 dos 10 últimos campeões em Madri chegaram ao torneio com vitórias no saibro europeu. Nesse ponto, a campanha de três jogos em Barcelona dá a Musetti o ritmo competitivo que ele mesmo considera indispensável para “tomar decisões certas nos momentos críticos”.
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