Madrid (Espanha) – Anastasia Potapova superou Karolína Pliskova por 6-1, 6-7(5), 6-3 e entrou para a história do WTA 1000 de Madrid como a primeira “lucky loser” a chegar às semifinais, mas o momento-chave veio das arquibancadas: a tenista creditou a virada à aparição do namorado, Tallon Griekspoor, no camarote.
- Em resumo: Potapova disse que “foi mais mérito dele do que meu” após recuperar a confiança no 3º set.
Virada psicológica em segundos
A russa admitiu ao Tennis Channel que entrou no set decisivo “completamente em baixo” depois de desperdiçar um match-point no 2º set.
Naquele instante, Griekspoor – 26º do ranking da ATP – surgiu no box e, com poucas palavras, reacendeu a competitividade da parceira. Especialistas da WTA apontam que intervenções externas são permitidas desde a flexibilização do coaching em 2022, mas a eficácia costuma ser questionada.
“Não acreditava em mim, mas ele disse que estávamos juntos nisto. Salvou-me.” – Potapova, na quadra central de Madrid.
Por que a façanha é tão rara?
“Lucky losers” são atletas derrotadas no qualifying que entram na chave principal por desistência alheia. Registros oficiais mostram que pouquíssimas avançam além das oitavas em torneios 1000 – categoria criada em 2009. A própria WTA classifica o feito como “estatisticamente improvável”.
Do ponto de vista do ranking, uma semifinal rende 390 pontos e pode recolocar Potapova próxima do top-20, abrindo cenário valioso às vésperas de Roland Garros. Para a Federação Russa de Tênis, a campanha reforça a necessidade de apoio psicológico em alto nível competitivo, área que já soma crescimento de 30% nos investimentos globais segundo relatório da ITF.
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