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Nilton Cesar morre aos 86 e encerra era do romantismo brega
São Paulo (SP) — Nilton Cesar, voz que embalou gerações apaixonadas com boleros e guarânias, faleceu em 28 de janeiro, aos 86 anos, na capital paulista. O corpo foi velado e cremado no mesmo dia, sem divulgação oficial sobre a causa da morte.
- Em resumo: ícone mineiro deixa legado de sucessos que venderam milhões e inspiraram a cena romântica dos anos 1960 e 1970.
Dos programas de calouro aos palcos nacionais
Nascido em Ituiutaba (MG) em 1939, Nilton Guimarães migrou ainda jovem para Rio de Janeiro e São Paulo, onde venceu concursos de rádio imitando Orlando Dias. O primeiro hit veio em 1964, com “Choro por gostar de alguém”, abrindo caminho para “Casa vazia” e o LP “Com alma e coração” no ano seguinte.
A consolidação ocorreu ao longo da Jovem Guarda, quando o artista — já apelidado de “Príncipe das Baladas” — desafiou o rótulo de “brega” imposto pela crítica e conquistou o público. Segundo dados do IBGE, cerca de 55 % dos brasileiros dessa época consumiam preferencialmente músicas românticas, cenário que impulsionou suas vendas.
“Seu repertório refletiu a alma apaixonada do sentimental povo do Brasil, país de muitos reis e príncipes na dinastia da música romântica.”
Por que seu repertório ainda importa
Canções como “Férias na Índia” (1969) e “A namorada que eu sonhei” (1971) continuam presentes em playlists nostálgicas e trilhas de novelas reprisadas. Especialistas em cultura popular apontam que a simplicidade das letras traduzia afetos cotidianos, antecipando a estética que hoje domina sertanejo e piseiro.

O impacto econômico também foi expressivo: estimativas do mercado fonográfico indicam que, entre 1965 e 1975, as vendas de discos românticos cresceram 40 %, movimentando gravadoras como RGE e Continental, onde Nilton gravou a maior parte de sua obra.
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Crédito da imagem: Divulgação
