Novos tetos do Minha Casa sobem a R$600 mil; veja se muda para você
Brasília/DF – Na última terça-feira (24), o Conselho Curador do FGTS aprovou mudanças decisivas no programa Minha Casa, Minha Vida, elevando simultaneamente o limite de renda das quatro faixas de beneficiários e o valor máximo dos imóveis financiados. A medida pretende acelerar contratações e ampliar o acesso à moradia popular e de classe média.
- Em resumo: Famílias de até R$ 13 mil mensais agora podem financiar imóveis de até R$ 600 mil.
Por que o limite de renda mudou?
Segundo técnicos do Ministério das Cidades, o reajuste recompõe a perda inflacionária e acompanha a alta de custos da construção civil observada nos últimos anos. Dados do Banco Central mostram que o crédito imobiliário cresceu 13,2% em 2025, pressionando o mercado popular.
Com a nova resolução, a Faixa 1 passa a contemplar famílias que recebem até R$ 3.200; a Faixa 2, até R$ 5.000; a Faixa 3, R$ 9.600; e a Faixa 4, R$ 13 mil.
“É a maior atualização de critérios desde 2009 e garante que quem ganhou reposição salarial continue apto ao subsídio”, destacou um conselheiro.
Impacto direto no preço dos imóveis
Os tetos das moradias financiadas também subiram: de R$ 350 mil para R$ 400 mil na Faixa 3 e de R$ 500 mil para R$ 600 mil na Faixa 4. Para analistas, o ajuste pode destravar até 150 mil novos contratos ainda em 2026, reduzindo parte do déficit habitacional que, segundo o IBGE, atinge 5,9 milhões de domicílios.

Além da expansão do Minha Casa, o colegiado pautou para as próximas reuniões a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos projetos no Pró-Transporte, reforçando a estratégia de usar o fundo como alavanca de políticas públicas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
