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Nunes diz que “nem Jesus Cristo” salva a Enel após apagões
São Paulo – Enel voltou ao centro da crise nesta segunda (23), quando o prefeito Ricardo Nunes (MDB) reagiu com críticas duras a uma declaração do CEO global da empresa, Flavio Cattaneo, sobre a impossibilidade de evitar apagões na região metropolitana devido à arborização.
- Em resumo: O prefeito acusou a concessionária de “incompetência” e contestou a versão da Enel sobre causas dos cortes que deixaram 4,4 milhões de consumidores sem energia.
Entenda a troca de acusações
Em entrevista, Cattaneo afirmou que quedas de árvores e galhos tornam inevitáveis interrupções durante tempestades, dizendo que “só Jesus Cristo” poderia evitar os apagões.
Nunes rebateu: “Nem Jesus Cristo salva essa Enel. Muita cara de pau. Um deboche. O nível de incompetência é tão grande que, somado à capacidade de mentiras, chega a assustar. Mais de 80% dos locais que ficaram sem energia não tiveram queda de árvores”, afirmou o prefeito.
O caso ocorre enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avalia processo que pode levar à caducidade da concessão da Enel em São Paulo — um procedimento ampliado após o grande apagão de dezembro.
“Nem Jesus Cristo salva essa Enel… Mais de 80% dos locais que ficaram sem energia não tiveram queda de árvores.”
Contexto, números e desdobramentos
O apagão entre 10 e 11 de dezembro de 2025 atingiu 4,4 milhões de imóveis, segundo fiscalizações que embasam a análise da Aneel. A Enel exibiu laudos e relatórios apontando causas ambientais e divulgou um mapeamento de 770 mil árvores na Grande São Paulo, no qual 9 das 145 que caíram no evento de dezembro tinham risco pré-identificado.

No mesmo dia em que o CEO comentou os apagões, a Enel anunciou um plano global de investimentos de 53 bilhões de euros (2026–2028), com 6,2 bilhões destinados à América Latina, sujeito a condições regulatórias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
