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‘O Agente Secreto’ surpreende com 4 indicações e marca histórica de Wagner Moura
Los Angeles – Anunciadas em 22 de janeiro, as quatro indicações de “O Agente Secreto” ao Oscar 2026 cravaram o melhor desempenho brasileiro desde “Cidade de Deus” e alçaram Wagner Moura ao status de primeiro ator do país a disputar a estatueta de melhor ator.
- Em resumo: Longa de Kleber Mendonça Filho concorre em categorias centrais e coloca Brasil na vitrine mundial pelo segundo ano seguido.
Bastidores da consagração internacional
De Variety a BBC, veículos especializados destacaram que o desempenho de Moura no circuito de prêmios “tem sido notável nesta temporada”. Já o Los Angeles Times frisou que, se vencer em 15 de março, ele será “o primeiro brasileiro a ganhar um Oscar em uma categoria de atuação”. O site oficial da Academia confirma que apenas três artistas do país chegaram a essa fase na história da premiação.
O espanhol El País conectou o feito ao “ano excepcional para cineastas latino-americanos”, enquanto o Deadline lembrou que 2026 quebrou o recorde de quatro atuações em idiomas não ingleses indicadas.
“Caso o filme leve o Oscar de melhor filme internacional, será a primeira vez em quase 40 anos que um país conquista vitórias consecutivas”, escreveu o The Hollywood Reporter.
Impacto para o cinema brasileiro e números em jogo
Desde a criação da categoria de filme internacional em 1956, o Brasil somou 7 indicações — apenas conquistando a estatueta em 2025 com “Ainda Estou Aqui”. A possibilidade de vitórias consecutivas coloca o país perto de feitos alcançados por potências como Itália e França nas décadas de 1960 e 1970.
Na categoria principal, “O Agente Secreto” repete o feito de “Parasita” ao aparecer simultaneamente em melhor filme e melhor filme internacional — combinação raríssima que, segundo o Deadline, só ocorreu 13 vezes.

O entusiasmo popular também chamou atenção da NBC News, que registrou o “chat inundado de bandeiras do Brasil” durante o anúncio. Esse engajamento reflete um consumo cultural intenso: dados da Ancine mostram que, mesmo em 2025, com salas ainda sob recuperação pós-pandemia, o público nacional somou 110 milhões de espectadores, 23% a mais que no ano anterior.
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Crédito da imagem: Divulgação
