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segunda-feira, março 16, 2026

O que o brasileiro valoriza no emprego: estudo 2025

O que o brasileiro valoriza no emprego: estudo 2025

O que o brasileiro valoriza no emprego – Relatório global Workmonitor 2025, divulgado recentemente pela Randstad, indica que 92% dos profissionais no país priorizam equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, porcentual superior à média mundial de 83%.

O levantamento ouviu 755 trabalhadores brasileiros de diversos setores e contratos e mostra que, para a maioria, fatores como flexibilidade de horário e afinidade de valores têm peso comparável, ou até maior, que a remuneração.

Equilíbrio e flexibilidade ganham espaço

Entre os entrevistados, 83% destacam a flexibilidade de jornada e 80% a possibilidade de atuar em regime híbrido ou remoto. Na comparação internacional, esses índices são, respectivamente, 73% e 67%, reforçando a preferência nacional por modelos de trabalho menos rígidos.

A busca por qualidade de vida também se reflete em bem-estar mental e relações saudáveis: 53% já pediram demissão devido a ambientes considerados tóxicos, e 54% deixariam o emprego se não sentissem senso de pertencimento. Esses números sugerem que políticas de saúde mental e liderança acolhedora tornaram-se decisivas.

Salário, propósito e desenvolvimento caminham juntos

Apesar de 92% considerarem o salário importante, 58% rejeitariam uma oferta se os valores da empresa não estivessem alinhados aos seus, sobretudo em responsabilidade social e impacto ambiental. Para 42%, inclusive, a disposição de ganhar menos existe quando o trabalho contribui para a sociedade.

A pesquisa revela ainda que 87% enxergam treinamento e qualificação como fator central na decisão de permanecer ou migrar de emprego. Inteligência artificial, alfabetização tecnológica e liderança estão entre os temas mais procurados pelos brasileiros, que se dizem mais proativos que a média global na busca por capacitação.

De acordo com dados do IBGE, o país registrou em 2024 taxa de desocupação média de 7,4%, a menor desde 2015, cenário que aumenta o poder de negociação de talentos qualificados e pressiona empresas a ofertar benefícios além do contracheque.

Para acompanhar a tendência, 63% dos entrevistados já contam com flexibilidade de horário e 60% com autonomia de local, indicando avanço gradual das companhias brasileiras rumo a culturas mais inclusivas, transparentes e voltadas ao bem-estar.

No desdobramento dos próximos anos, especialistas preveem que empregadores que não investirem em programas de capacitação contínua e políticas de diversidade poderão enfrentar gargalos na atração e retenção de profissionais.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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