Miami/Estados Unidos - A poucos dias do GP de Miami, Esteban Ocon, da Haas, aprovou os ajustes da FIA para a temporada, mas advertiu que o real impacto só aparecerá quando os carros estiverem em ação sob calor e asfalto norte-americano.
- Em resumo: Mudança promete cortar o “lift and coast”, porém mantém perdas de velocidade em retas decisivas.
O que mudou, afinal?
O novo pacote altera a distribuição de energia, o chamado “super-clipping” e, sobretudo, o procedimento de preparação de volta rápida. De acordo com o documento oficial da FIA, a medida quer tornar a classificação mais previsível e reduzir o tráfego lento no fim do pit-lane.
Para Ocon, a novidade libera os pilotos para atacar a última curva com mais aderência, algo que lembra o formato anterior a 2022. Ainda assim, ele frisa que “não conseguimos pilotar do modo mais rápido nas curvas, porque pagamos a conta nas retas”.
“Precisamos esperar para ver na prática. As diferenças parecem ir na direção certa, mas ainda não pilotamos como gostaríamos”, disse o francês.
Por que isso importa para o espetáculo?
Desde 2022, a categoria persegue um equilíbrio: carros que possam andar juntos sem perder downforce e corridas com mais ultrapassagens. A redução do “lift and coast” — quando o piloto levanta o pé para poupar bateria ou freios — tende a aumentar o ritmo constante, algo vital em circuitos de rua como Miami, onde 57% da volta ocorre a pleno acelerador.
Especialistas lembram que a F1 só consegue avaliar a eficácia de uma regra após, pelo menos, três corridas distintas. Se o novo formato diminuir o tempo gasto em voltas de aquecimento, o grid ganha dinâmica e o torcedor, mais tentativas de volta rápida sob pressão.
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