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Óculos 3D inclusivo e livro inédito marcam seminário em Quixadá
Quixadá/CE – Começou na última quinta-feira (26) o III Seminário de Acessibilidade Cego Aderaldo, série de encontros que, até sábado (28), promete transformar a forma como artistas e gestores pensam cultura inclusiva no Sertão Central.
- Em resumo: oficinas de 3D acessível, debate sobre leis e lançamento de livro inédito pautam o evento gratuito.
Por que a acessibilidade cultural virou prioridade
Logo no primeiro dia, participantes construíram óculos 3D acessíveis em Libras e mergulharam em técnicas de audiovisual inclusivo. Segundo dados do Ministério da Educação, o Brasil possui mais de 18 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, reforçando a urgência de formatos que permitam pleno acesso à arte.
Na sexta (27), mesas-redondas detalham como planejar orçamentos e políticas públicas que cumpram a Lei 13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, determinando que espaços culturais ofereçam recursos como audiodescrição e interpretação em Libras.
“O seminário reafirma a acessibilidade como direito fundamental e fortalece a construção de uma cultura democrática”, destaca a organização.
Leis, números e o impacto regional
Relatório do IBGE indica que 8,9% da população brasileira declara ter muita dificuldade para enxergar, ouvir ou se locomover. Em estados do Nordeste, o índice chega a 10,4%, o que torna iniciativas como a da Casa de Saberes Cego Aderaldo cruciais para garantir participação plena em museus, cinemas e palcos.

No sábado (28), a pesquisadora Sara Benvenuto lidera o encontro “O Cinema Acessível”, coroado com o lançamento do livro “Cinema e audiodescrição”. A noite fecha com a Bodega da Casa e o show “Dálete: Nossas canções”, reforçando que inclusão também pode – e deve – ser celebrada com música.
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Crédito da imagem: Divulgação
