Oito faixas inéditas de Nara Leão ressurgem em álbum póstumo
Estúdio Raymundo Bittencourt – Durante a organização de seu acervo em 2025, o produtor descobriu uma fita DAT com oito registros da voz de Nara Leão, que agora chegam ao público no álbum “A bossa rara de Nara”, marcado para 25 de janeiro, Dia da Bossa Nova.
- Em resumo: Voz original dos anos 1980 ganha novos arranjos e revive clássicos como “Chega de saudade”.
Como a fita esquecida virou lançamento histórico
Sem data precisa, as gravações provavelmente foram feitas na década de 1980, fase em que Nara se apresentava com Roberto Menescal. Raymundo Bittencourt digitalizou as vozes, descartou o violão original e convocou músicos para um acompanhamento inédito. Segundo o Instituto Antonio Carlos Jobim, o período coincide com a redescoberta internacional da bossa nova.
Participam dos novos arranjos Diógenes de Souza (baixo), João Cortez (bateria) e Leandro Freixo (flauta e teclados), além do próprio Bittencourt ao violão. A escolha visou manter a leveza do gênero sem competir com a interpretação já gravada de Nara.
“Chega de saudade”, “Wave” e outros seis clássicos voltam a soar com a voz cristalina de Nara Leão, 37 anos após sua morte.
Dia da Bossa Nova: da lei federal ao legado de Nara
O lançamento em 25 de janeiro não é casual. A data celebra o aniversário de Antonio Carlos Jobim e foi oficializada como Dia Nacional da Bossa Nova pela Lei 13.278/2016, reforçando a ligação do álbum com a história do gênero.

Enquanto o catálogo de Nara costuma atrair colecionadores de vinil, o novo disco chega também às plataformas digitais, ampliando o alcance da cantora para a geração do streaming. O resgate técnico feito por Bittencourt preserva a pureza vocal em alta resolução, algo raro em registros dos anos 1980.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Chvaicer
