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sexta-feira, março 27, 2026

Onda de 11 mortes expõe escalada de violência no Cariri

Onda de 11 mortes expõe escalada de violência no Cariri

Juazeiro do Norte/CE – Entre os dias 21 e 25 da última semana, uma sequência de 11 assassinatos — a tiros ou facadas — sacudiu oito municípios do Cariri e colocou as forças de segurança em estado de alerta.

  • Em resumo: dez homicídios e um morto em confronto com o RAIO ocorreram em apenas quatro datas.

Cronologia sangrenta: quatro dias, oito cidades

O rastro de violência começou no sábado (21) com três execuções em Campos Sales, Missão Velha e Lavras da Mangabeira. No domingo, Crato e Abaiara registraram mais dois casos. A terça-feira (24) concentrou o maior número de vítimas: quatro, incluindo a aposentada de 89 anos Maria Nestor de Oliveira, baleada em Juazeiro. Já na quarta (25), um jovem de 19 anos morreu em intervenção policial no Crato e outro homem foi executado em Lavras.

Segundo o Atlas da Violência 2023, o Ceará apresentou taxa de 43,1 homicídios por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional. O novo surto no Cariri, portanto, reforça a urgência de políticas de contenção focalizadas na região.

“Em apenas quatro dias, oito cidades diferentes tiveram moradores mortos — um indicativo de violência pulverizada e de difícil controle”, avaliou um investigador que acompanha os casos.

Perfil das vítimas e a resposta policial

As idades das vítimas variam de 19 a 89 anos, mostrando que a violência não distingue faixa etária. Três homens tinham menos de 21 anos, enquanto dois ultrapassavam os 60, sinalizando vulnerabilidade tanto de jovens em disputas criminais quanto de idosos expostos a crimes patrimoniais.

As forças especiais do RAIO foram acionadas em pelo menos uma ocorrência, resultando na morte de João Víctor Nogueira da Silva, 19, durante troca de tiros. Protocolos de uso da força devem ser analisados pela Controladoria de Disciplina.

Autoridades locais buscam integrar câmeras de monitoramento às bases de dados estaduais. No curto prazo, a Polícia Civil trabalha com linhas de investigação que incluem dívidas ligadas ao tráfico, disputas territoriais e conflitos familiares.

O que você acha? A instalação de mais câmeras e patrulhas poderia frear essa escalada? Para acompanhar outras notícias sobre segurança, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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