ONU alerta: calor recorde em 2025 deixará sequelas por séculos
Genebra/Suíça – Um relatório divulgado recentemente pela ONU revela que a Terra armazenou, em 2025, a maior quantidade de calor já registrada, inaugurando um desequilíbrio energético que os cientistas projetam durar centenas de anos.
- Em resumo: Excesso de energia retida nos oceanos e na atmosfera ameaça estender impactos climáticos até o próximo milênio.
Por que este recorde assusta os especialistas
O levantamento, consolidado por agências da ONU com base em dados de satélites e boias oceânicas, indica que a taxa de absorção de calor dobrou desde o início dos anos 2000. Para efeito de comparação, a NASA calcula que cada 0,1 °C acrescentado à temperatura média do planeta intensifica em 7% a umidade do ar, alimentando tempestades extremas.
Nos oceanos, o excesso térmico afeta correntes marinhas e acelera o derretimento de plataformas de gelo, elevando o nível do mar e ampliando o risco de inundações costeiras.
“A quantidade de calor acumulada pela Terra alcançou um novo recorde em 2025, e esse desequilíbrio pode persistir por séculos”, alerta o documento da ONU.
Como o superávit térmico mexe com sua vida
Pelo último relatório do IPCC, eventos extremos ligados ao calor – de ondas marinhas quentes à perda de safras – já custam cerca de US$ 170 bilhões anuais. No Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) associa as quebras de produtividade agrícola de 2023 a aumentos de 1,5 °C no Índice de Calor Vegetativo.

Especialistas reforçam que, quanto mais tempo o planeta permanecer energético em “sobrecarga”, maior será o custo de mitigação. Medidas como reflorestamento em larga escala e eletrificação da frota veicular podem diminuir a pressão, mas dependem de políticas coordenadas e financiamento robusto.
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Crédito da imagem: Divulgação / ONU
