Opositora de Maduro pede transição e indica sucessor na Venezuela
Opositora de Maduro pede transição e indica sucessor na Venezuela – A líder venezuelana María Corina Machado declarou, em comunicado divulgado recentemente, que o país atravessa “um momento decisivo” e que “chegou a hora da liberdade”, defendendo o início imediato de uma transição democrática.
Na mesma nota, a ex-deputada sugeriu o embaixador aposentado Edmundo González Urrutia como nome de consenso para liderar um eventual governo interino até a realização de novas eleições livres.
Quem é o possível sucessor indicado
Edmundo González, de 74 anos, foi embaixador da Venezuela na Argentina e tem perfil técnico, sem filiação partidária ativa. Segundo Machado, essa característica facilitaria um “governo de emergência nacional” capaz de estabilizar a economia, negociar com credores e atrair ajuda humanitária.
O nome de González já circulava entre partidos opositores e organizações da sociedade civil desde o ano passado, quando a oposição iniciou conversas sobre um plano de transição inspirado em experiências de países como Chile e Polônia.
Contexto político e humanitário
O apelo de Machado ocorre em meio a sanções internacionais e a uma crise migratória que levou mais de 7,7 milhões de venezuelanos a deixarem o país, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas.
Analistas lembram que, embora o governo de Nicolás Maduro mantenha controle sobre as Forças Armadas, o desgaste econômico — inflação acima de 300% em 2023 e queda de quase 80% no PIB desde 2014 — pressiona por soluções negociadas. A proposta de transição conta com o apoio de parte do empresariado, de sindicatos e de ex-presidentes latino-americanos.

Machado também cobra observadores internacionais independentes para eventual pleito e pede garantias de segurança jurídica aos atuais ocupantes de cargos públicos, estratégia que, segundo especialistas, busca reduzir resistências dentro do chavismo.
No comunicado, a líder reforçou que continuará percorrendo o país para mobilizar militantes, mesmo após ter sido inabilitada para cargos eletivos pelo Tribunal Supremo de Justiça em janeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação
