Ormuz bloqueado leva petróleo a US$110 e supera choques de 73 e 79
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Ormuz bloqueado leva petróleo a US$110 e supera choques de 73 e 79
Paris, França – A interrupção quase total do tráfego no Estreito de Ormuz, ordenada pelo Irã, já é considerada pela Agência Internacional de Energia (IEA) a pior crise de petróleo e gás em meio século, superando os choques de 1973, 1979 e até o de 2022, segundo alerta de seu diretor-geral, Fatih Birol, publicado nesta terça-feira (7).
- Em resumo: Barril encosta em US$ 110 e a IEA admite liberar mais reservas estratégicas para evitar colapso no abastecimento.
Por que este bloqueio faz história
Quase 20% de todo o petróleo e gás consumidos no planeta cruza diariamente o Estreito de Ormuz. O fechamento da rota, reação a recentes bombardeios israelenses e à pressão militar dos EUA, estrangula a oferta e disparou os preços em tempo recorde, mostram dados da Agência Internacional de Energia.
O impacto imediato recai sobre nações importadoras, como Alemanha, Japão e Austrália, mas Birol destaca que “os países em desenvolvimento pagarão a fatura mais alta”, pois energia cara acelera inflação e encarece alimentos.
“O mundo nunca enfrentou uma interrupção de fornecimento dessa magnitude”, declarou Fatih Birol ao jornal Le Figaro.
Comparação com crises anteriores
No embargo árabe de 1973, o preço do barril saltou 300% em poucos meses; em 1979, a Revolução Iraniana cortou 5% da oferta mundial. Agora, analistas estimam que até 20% do fluxo global esteja comprometido, número inédito desde que o petróleo virou commodity estratégica.
Além da possível liberação adicional de reservas, a IEA sugere medidas emergenciais já testadas em 2022: trabalho remoto, menor uso de carros particulares e redução de voos de curta distância. Segundo o Banco Mundial, cada alta de 10% no petróleo costuma adicionar 0,4 ponto percentual à inflação global.
O que você acha? O mundo deve adotar racionamento de energia se o bloqueio persistir? Para mais análises internacionais, visite nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
