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Oscar: Brasil mira bi inédito e desafia hegemonia europeia
LOS ANGELES (EUA) – A pouco mais de uma semana da cerimônia do Oscar, o Brasil aposta em “O agente secreto” para repetir o triunfo de “Ainda estou aqui” e se tornar o quinto país a vencer duas vezes seguidas o prêmio de melhor filme internacional.
- Em resumo: Apenas Itália, França, Suécia e Dinamarca alcançaram o bicampeonato desde 1956.
Entenda o tamanho do desafio
Desde que a categoria passou a ser competitiva, em 1956, dados oficiais da Academia mostram que o pódio é quase exclusivo da Europa. Itália (14 vitórias) e França (12) concentram mais da metade dos troféus, reforçando um ciclo de visibilidade que dificulta a entrada de novos vencedores.
O Brasil, que só entrou na lista dos campeões em 2026, terá de superar o norueguês “Valor sentimental” – único concorrente da categoria também indicado a melhor filme geral, fato que costuma atrair votos extras dos eleitores.
“Era um salão com umas 350 pessoas… e eram só italianos”, lembrou Fernando Meirelles sobre um jantar da Academia, ressaltando o peso dos grupos nacionais nas votações.
Os números por trás do possível recorde
A estatística joga luz sobre a façanha pretendida: metade dos países que conquistaram o bi – Suécia (1960-61) e Dinamarca (1987-88) – o fizeram logo após a primeira vitória, situação idêntica à brasileira neste ano.
Outra mudança favorece o país: o corpo de votantes da Academia saltou de 6 mil, em 2014, para mais de 10 mil, sendo 30% fora dos EUA. Estimam-se 60 brasileiros entre eles, número triplicado após “Ainda estou aqui”. A diversificação diminui a dependência dos tradicionais blocos europeu e norte-americano.

Ainda assim, a concorrência segue concentrada. Hoje, 32 nações têm indicações, mas nunca ganharam; Israel lidera esse grupo com 10 tentativas fracassadas. Seria, portanto, simbólico que o Brasil rompesse o padrão justamente diante de um rival europeu.
O que você acha? O Brasil tem fôlego para entrar no seleto clube do bicampeonato? Para mais análises da cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
