Ouro dispara 6% e registra maior salto diário desde 2008
Nova York – Com as bolsas globais ainda digerindo as incertezas de política externa dos Estados Unidos, o preço do ouro saltou mais de 6% nesta terça-feira (3), alcançando US$ 4.953,35 por onça e marcando a maior valorização diária desde a crise de 2008.
- Em resumo: metal recupera US$ 550 em 24 h, enquanto a prata sobe 10,8%.
Por que o metal precioso voltou a explodir?
Analistas apontam que a indicação de Kevin Warsh ao comando do Federal Reserve reacendeu apostas de corte de juros nos EUA, fator que tradicionalmente impulsiona ativos de proteção como o ouro.
Ao mesmo tempo, a decisão da CME Group de elevar as margens para contratos futuros reduziu a alavancagem e liquidou posições vendidas, ampliando o rali.
“Os fundamentos que sustentam o ouro continuam intactos; o patamar de US$ 4.400 é suporte-chave”, disse Peter Grant, estrategista da Zaner Metals.
Impacto no bolso do investidor brasileiro
Com o metal cotado em dólar, qualquer escalada costuma refletir no preço do grama negociado na B3, que já acumula avanço de 18% em 2026. Para quem mantém reservas em barra ou fundos de ouro, o salto desta terça gera valorização imediata, mas também aumenta a volatilidade de curto prazo.
Dados do World Gold Council mostram que, em momentos de estresse, a correlação negativa do ouro com o S&P 500 atinge –0,3, reforçando o papel de “porto seguro” nos portfólios diversificados.

Na esteira do movimento, a prata disparou 10,8%, a platina ganhou 4,8% e o paládio avançou 2,9%, revelando apetite por metais em geral diante do cenário incerto.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
