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Ouro fura US$ 5,1 mil e põe em xeque confiança no dólar
Londres – Na manhã desta segunda-feira (26), o ouro à vista saltou para US$ 5.110,50 por onça, o maior valor nominal já registrado, acentuando a fuga global para ativos “porto seguro” em meio às manobras comerciais do presidente Donald Trump e à tensão geopolítica crescente.
- Em resumo: Metal acumula 64% de alta em 2025 e supera a marca histórica de US$ 5.100.
Tensão política e juros baixos aceleram a busca por proteção
Especialistas apontam que a disparada não se limita ao clima bélico. A expectativa de política monetária mais flexível nos Estados Unidos e a compra constante de reservas por bancos centrais — com a China completando 14 meses seguidos de aquisições — alimentam o rali. De acordo com dados do Banco Central, o metal já responde por até 20% das reservas cambiais de algumas economias emergentes.
Nos contratos futuros negociados em Nova York para fevereiro, a cotação tocava US$ 5.086,30, espelhando o mesmo apetite por segurança visto no mercado à vista. Outros metais preciosos acompanharam: a prata subiu 4,8%, a platina 3,4% e o paládio 2,5%, todos renovando máximas plurianuais.
“Uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos fez do ouro a única alternativa”, avaliou Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com.
Até onde o preço pode chegar?
A alta de 64% em 2025 é a maior desde 1979, auge da inflação pós-choque do petróleo. Se o ritmo persistir, casas de análise projetam que o metal possa se aproximar de US$ 6.000 ainda em 2026. Três motores sustentam o prognóstico: tensão diplomática envolvendo Washington, expansão monetária em economias desenvolvidas e gargalos de oferta física, agravados por restrições logísticas.
Dados do Conselho Mundial do Ouro mostram que os bancos centrais compraram 1.136 toneladas em 2025, recorde da série histórica e volume comparável ao observado nas décadas que antecederam o fim do padrão-ouro. Paralelamente, fundos negociados em bolsa captaram US$ 120 bilhões, refletindo o interesse do investidor de varejo em diversificar diante do dólar volátil.

As incertezas se intensificaram após Trump ameaçar tarifas de 100% sobre o Canadá e de 200% sobre vinhos franceses, ao mesmo tempo em que recuou de sanções à Europa para convencer aliados a apoiar a anexação da Groenlândia. Analistas temem o enfraquecimento da ONU como mediadora de conflitos comerciais, cenário que tende a manter o metal no radar de proteção.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
