Manaus/AM – Na última terça-feira (28), o treinador de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, 47, pai do campeão Mica Galvão, entregou-se à polícia após a Justiça de São Paulo decretar prisão temporária de 30 dias por suspeita de crimes sexuais contra menores, incluindo estupro de vulnerável e importunação.
- Em resumo: Investigação aponta ameaça, invasão de dispositivo eletrônico e abuso de alunos menores de 14 anos.
Entenda a acusação e a medida judicial
O mandado, expedido pela 6ª Vara Criminal paulista, relaciona quatro possíveis delitos: ameaça, estupro de vulnerável, importunação sexual e invasão de dispositivo eletrônico. Segundo o portal BNC Amazonas, o professor apresentou-se espontaneamente em Manaus e aguarda transferência enquanto corre o inquérito.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas em 2023 o Brasil registrou mais de 74 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes — um aumento de 12% em relação ao ano anterior, o que evidencia a gravidade social do caso.
“As suspeitas extrapolam a relação entre treinador e aluno”, diz trecho do pedido de prisão temporária obtido pelo BNC Amazonas.
Repercussão na comunidade do jiu-jitsu
Conhecido por lapidar talentos como Diogo Reis, Fabricio Andrey e principalmente Mica Galvão, Melqui construiu reputação de estrategista e formador de campeões. Nas redes, atletas lamentaram o episódio e declararam apoio às possíveis vítimas, lembrando que a investigação ainda não resultou em condenação.
Especialistas apontam que patrocínios e convites para seminários podem ser suspensos até a conclusão do processo, prática comum em modalidades que prezam pelo código de honra. Em casos semelhantes, academias perdem até 25% do quadro de alunos nos seis meses seguintes, segundo levantamento inédito da Associação Brasileira de Lutas (ABL).
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