SÃO PAULO - A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) afastou imediatamente o treinador Melqui Galvão, 47, na última terça-feira (28), poucas horas após sua prisão em Manaus por decisão da Justiça de São Paulo. Suspeito de estupro de vulnerável, importunação sexual e invasão de dispositivo eletrônico, o pai do fenômeno Mica Galvão torna-se o centro de um escândalo que ameaça a confiança nos tatames brasileiros.
- Em resumo: CBJJE retirou Melqui de todas as funções após denúncia de crimes sexuais contra alunos menores.
Da cela ao tapete: reação relâmpago da confederação
Horas depois de o mandado de prisão temporária de 30 dias ser cumprido em Manaus, a CBJJE publicou nota afirmando não haver “espaço para abuso ou assédio no jiu-jitsu”. O posicionamento, amplamente repercutido nas redes, tenta conter o dano à imagem de um dos esportes que mais crescem no país.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos uma criança é vítima de violência sexual a cada 8 minutos no Brasil — dado que dimensiona a gravidade das acusações contra um treinador com acesso diário a menores.
“Mais do que reagir, estamos agindo, com protocolos para garantir respeito e segurança no esporte. O silêncio não nos representa”, escreveu a CBJJE no Instagram.
Impacto imediato em academias e carreiras
Além de treinar atletas de elite, Melqui comanda projetos sociais que atendem dezenas de jovens. Com o afastamento, pais e alunos cobram garantias de supervisão e transparência. Advogados esportivos alertam que eventuais condenações podem gerar indenizações e banir o técnico de competições oficiais.
Especialistas lembram que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de até 15 anos para estupro de vulnerável e obriga entidades esportivas a criarem canais de denúncia anônima — prática que, segundo a CBJJE, passará a ser auditada por consultoria externa.
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