Palmeiras aciona CNRD e cobra R$1,4 mi do Fortaleza
FORTALEZA/CE – A recente queixa do Palmeiras na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) expõe um impasse de €225 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) que o Fortaleza ainda não repassou pela venda do zagueiro Gustavo Mancha ao Olympiacos, concretizada em 2023.
- Em resumo: Verdão pede bloqueio de receitas do Tricolor se a dívida não for quitada.
Por que o caso foi parar na CNRD?
Segundo documento enviado à CNRD, o valor corresponde à cláusula de 30% firmada entre os clubes quando Mancha foi negociado para a Grécia. O Fortaleza recebeu €750 mil do Olympiacos, mas não efetuou o repasse proporcional ao Palmeiras, que agora busca o “bloqueio imediato” de cotas de TV e premiações do rival nordestino.
A CNRD, criada em 2016 pela CBF para mediar conflitos, julgou mais de 350 processos apenas no último ano, recuperando R$ 90 milhões para clubes e atletas.
“O descumprimento contratual é evidente e prejudica a saúde financeira do Palmeiras”, destaca um trecho da petição apresentada pelo clube paulista.
Impacto financeiro e risco esportivo
Para o Fortaleza, a pendência chega em momento delicado: o clube prevê folha de R$ 12 milhões mensais em 2024 e já adiantou parte das cotas da Série A. Caso a CNRD decida pelo bloqueio, as receitas de transmissão do Brasileirão podem sofrer um corte imediato, comprometendo planejamento e contratações.

Já o Palmeiras tenta evitar precedentes negativos. Levantamento da consultoria Sports Value mostra que 11% das transferências internas no Brasil acabam em litígios por parcelas atrasadas, índice acima da média sul-americana (7%).
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Crédito da imagem: Divulgação
