Pane elétrica reduz ambulância a cinzas no sertão do Ceará
Poranga/CE – Uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde foi completamente consumida pelo fogo na zona rural de Poranga, na última quinta-feira (2 de abril), minutos depois de deixar um paciente no Sítio Onça. O motorista conseguiu sair a tempo e não se feriu.
- Em resumo: pane elétrica transformou o veículo em sucata; só o condutor estava a bordo.
De onde começou o fogo?
Segundo brigadistas locais, o incêndio teve origem no sistema elétrico, problema comum em furgões mais antigos. Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que falhas elétricas respondem por 7% dos incêndios veiculares registrados em estradas brasileiras.
O incidente ocorreu por volta das 18h, em uma estrada de terra pouco iluminada, fator que dificultou a chegada rápida de reforço. Ainda assim, bombeiros civis conseguiram evitar que as chamas alcançassem a vegetação da caatinga, reduzindo o risco de um incêndio florestal maior.
“Tratava-se de um veículo antigo, não sendo das novas ambulâncias adquiridas recentemente pela nova gestão”, informaram os bombeiros civis de Poranga em nota.
Por que isso importa para o serviço de saúde?
Além da perda material, a população rural fica temporariamente com menos uma unidade de suporte para remoções emergenciais. A lei federal 13.425/2017 obriga vistorias periódicas em veículos de socorro, mas municípios de pequeno porte relatam dificuldade em cumprir o calendário por falta de recursos.

Na prática, cada quilômetro percorrido com ambulâncias defasadas amplia o risco de panes semelhantes. Especialistas em segurança veicular recomendam revisão elétrica a cada 10 mil quilômetros ou seis meses, o que reduz em até 40% a chance de curto-circuito, segundo levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
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Crédito da imagem: Divulgação
