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segunda-feira, março 16, 2026

Paramount processa Warner Bros por dados de acordo com Netflix

Paramount processa Warner Bros por dados de acordo com Netflix

Paramount processa Warner Bros por dados de acordo com Netflix – Na última segunda-feira (12 de janeiro de 2026), a Paramount Skydance entrou com uma ação no Tribunal de Delaware exigindo acesso completo ao contrato de US$ 82,7 bilhões firmado entre Warner Bros Discovery (WBD) e Netflix.

O estúdio controlado por David Ellison alega falta de transparência e quer municiar os acionistas antes de levar adiante sua oferta hostil de US$ 30 por ação, integralmente em dinheiro, para comprar toda a WBD.

Entenda a ação judicial

Segundo a petição, a Paramount solicita cópias integrais das minutas, avaliações financeiras e pareceres jurídicos usados por WBD ao negociar com a Netflix. O pedido se baseia na seção 220 da legislação societária de Delaware, que permite a acionistas obterem livros e registros corporativos mediante “propósito próprio adequado”.

A WBD, até o momento, não entregou os documentos e afirma que o acordo de streaming contempla apenas parte dos ativos, argumento que, para a Paramount, reduz o valor estratégico do conglomerado. A gigante de Ellison também pretende indicar novos conselheiros para pressionar a administração atual. Detalhes da lei podem ser conferidos no portal da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

Disputa bilionária pelo controle da Warner Bros

A proposta da Paramount supera a concorrente — de US$ 27,75 por ação em dinheiro e papéis da Netflix — ao oferecer liquidez imediata, segundo carta enviada aos investidores da WBD.

Além do aporte direto, a oferta revisada soma US$ 40 bilhões garantidos pelo cofundador da Oracle, Larry Ellison, e prevê assumir US$ 54 bilhões em dívidas. A Paramount argumenta que o modelo all-cash confere “maior previsibilidade” diante de possíveis barreiras regulatórias, especialmente porque o acordo com a Netflix envolveria apenas estúdios e serviços de streaming.

A Paramount também sugeriu alterar o estatuto social da WBD para que qualquer cisão dos canais de TV a cabo dependa de aprovação dos acionistas, ponto considerado central na negociação com a Netflix.

O prazo para aceitação da proposta da Paramount expira em 21 de janeiro, mas a empresa sinalizou que pode prorrogá-lo caso não receba resposta formal.

Analistas de mercado lembram que as fusões e aquisições no setor de mídia ultrapassaram US$ 150 bilhões em 2025, impulsionadas pela consolidação do streaming e pela busca por bibliotecas de conteúdo robustas, como as franquias “Harry Potter” e o universo DC, detidas pela Warner.

No fechamento do pregão anterior ao anúncio, as ações da WBD acumulavam queda anual de 12 %, enquanto Netflix e Paramount avançavam 18 % e 7 %, respectivamente, refletindo a incerteza sobre a estrutura final do negócio.

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Crédito da imagem: REUTERS / Eric Gaillard

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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