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Paramount processa Warner Bros por dados de acordo com Netflix
Paramount processa Warner Bros por dados de acordo com Netflix – Na última segunda-feira (12 de janeiro de 2026), a Paramount Skydance entrou com uma ação no Tribunal de Delaware exigindo acesso completo ao contrato de US$ 82,7 bilhões firmado entre Warner Bros Discovery (WBD) e Netflix.
O estúdio controlado por David Ellison alega falta de transparência e quer municiar os acionistas antes de levar adiante sua oferta hostil de US$ 30 por ação, integralmente em dinheiro, para comprar toda a WBD.
Entenda a ação judicial
Segundo a petição, a Paramount solicita cópias integrais das minutas, avaliações financeiras e pareceres jurídicos usados por WBD ao negociar com a Netflix. O pedido se baseia na seção 220 da legislação societária de Delaware, que permite a acionistas obterem livros e registros corporativos mediante “propósito próprio adequado”.
A WBD, até o momento, não entregou os documentos e afirma que o acordo de streaming contempla apenas parte dos ativos, argumento que, para a Paramount, reduz o valor estratégico do conglomerado. A gigante de Ellison também pretende indicar novos conselheiros para pressionar a administração atual. Detalhes da lei podem ser conferidos no portal da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
Disputa bilionária pelo controle da Warner Bros
A proposta da Paramount supera a concorrente — de US$ 27,75 por ação em dinheiro e papéis da Netflix — ao oferecer liquidez imediata, segundo carta enviada aos investidores da WBD.
Além do aporte direto, a oferta revisada soma US$ 40 bilhões garantidos pelo cofundador da Oracle, Larry Ellison, e prevê assumir US$ 54 bilhões em dívidas. A Paramount argumenta que o modelo all-cash confere “maior previsibilidade” diante de possíveis barreiras regulatórias, especialmente porque o acordo com a Netflix envolveria apenas estúdios e serviços de streaming.
A Paramount também sugeriu alterar o estatuto social da WBD para que qualquer cisão dos canais de TV a cabo dependa de aprovação dos acionistas, ponto considerado central na negociação com a Netflix.

O prazo para aceitação da proposta da Paramount expira em 21 de janeiro, mas a empresa sinalizou que pode prorrogá-lo caso não receba resposta formal.
Analistas de mercado lembram que as fusões e aquisições no setor de mídia ultrapassaram US$ 150 bilhões em 2025, impulsionadas pela consolidação do streaming e pela busca por bibliotecas de conteúdo robustas, como as franquias “Harry Potter” e o universo DC, detidas pela Warner.
No fechamento do pregão anterior ao anúncio, as ações da WBD acumulavam queda anual de 12 %, enquanto Netflix e Paramount avançavam 18 % e 7 %, respectivamente, refletindo a incerteza sobre a estrutura final do negócio.
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Crédito da imagem: REUTERS / Eric Gaillard
