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Paramount sobe lance e aceita multa de US$ 2,8 bi para tomar Warner
Nova York – Em nova ofensiva contra a proposta da Netflix, a Paramount Skydance elevou para US$ 30 por ação sua oferta pela Warner Bros. Discovery e prometeu arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões caso o estúdio rompa o atual contrato de fusão. O movimento, revelado nesta terça-feira (10), acirra a disputa por um dos maiores catálogos de entretenimento do planeta e pressiona o conselho da Warner a reavaliar o acordo já anunciado com a rival de streaming.
- Em resumo: Paramount garante dinheiro à vista, paga multa bilionária e diz já ter aval regulatório nos EUA e na Alemanha.
Por que o novo lance mexe no tabuleiro
Além do valor 8% maior que o da Netflix (US$ 27,75), a Paramount incluiu um “relógio de juros” de US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a transação escorregue depois de dezembro de 2026. Segundo estudo de dados da Febraban, bônus desse tipo é raro em fusões de mídia e serve para blindar acionistas contra atrasos regulatórios – que, no setor, costumam consumir até 20 meses.
A empresa também destacou que já avançou nos pedidos de aprovação junto à Comissão Federal de Comércio dos EUA e ao regulador antitruste alemão, reduzindo incertezas. Esses trunfos miram diretamente a principal crítica do conselho da Warner: o risco regulatório e a volatilidade de mercado.
“A oferta integral em dinheiro demonstra nosso compromisso inabalável em entregar o valor total que os acionistas da WBD merecem”, afirmou David Ellison, CEO da Paramount.
Bilhões em jogo e impacto no mercado de streaming
Com franquias como Harry Potter, Game of Thrones e DC Comics na vitrine, a Warner faturou US$ 43 bilhões em 2025. Caso a Paramount vença, o grupo somado passaria a controlar perto de 22% do tempo de exibição nos lares norte-americanos, segundo estimativa da consultoria MoffettNathanson – mais que qualquer concorrente isolado.
O Departamento de Justiça dos EUA já abriu investigação para avaliar se a compra pela Netflix fere regras de concorrência. Analistas veem sinal de que o órgão pode aplicar o mesmo rigor à proposta da Paramount, mas ponderam que a divisão de ativos entre cinema, TV e streaming pode facilitar aval parcial.

Em 2023, o volume global de fusões e aquisições no setor de mídia atingiu US$ 134 bilhões, alta de 27% sobre o ano anterior e a maior marca desde 2018. Especialistas afirmam que o apetite por catálogos consolidados cresce conforme o custo de produzir conteúdo original dispara.
O que você acha? A Paramount oferece mais segurança ou o acordo com a Netflix ainda parece melhor para a indústria? Para acompanhar outras movimentações bilionárias, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
