Parceria bilionária: Petrobras mira águas profundas da Pemex
Cidade do México – Em 24 de março de 2026, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum confirmou que a Petrobras enviará sua CEO, Magda Chambriard, ao país no próximo mês para negociar uma aliança com a Pemex em projetos de petróleo no Golfo do México. O movimento promete destravar investimentos de alto impacto para as duas maiores estatais da América Latina.
- Em resumo: Petrobras quer aplicar sua expertise em águas profundas e desbloquear campos bilionários como Zama, Trion e Lakach.
Por que a oferta brasileira intriga o mercado
Com recordes de produtividade no pré-sal, a companhia brasileira tornou-se referência mundial em extração a mais de 2.000 metros de lâmina d’água. Dados do IBGE sobre a balança de combustíveis mostram que o petróleo já responde por mais de 11% das exportações brasileiras, cifra que pode crescer com novos contratos.
A Pemex, por sua vez, ainda concentra 70% de sua produção em áreas rasas e busca tecnologia para conter o declínio dos poços antigos.
“A Petrobras se tornou altamente especializada em operações em águas profundas. Por isso, ele sugeriu que formássemos uma parceria (…). Mas ainda não decidimos”, afirmou Sheinbaum.
O que está em jogo para Brasil e México
Zama, Trion e Lakach reúnem reservas estimadas em bilhões de barris e gás natural. Caso o acordo avance, o consórcio pode garantir fôlego fiscal à Pemex e ampliar a presença brasileira num mercado avaliado em US$ 400 bilhões até 2030, segundo consultorias internacionais.

Para o governo brasileiro, o entendimento reforça a diplomacia energética de Luiz Inácio Lula da Silva e abre porta para cooperações em etanol de cana-de-açúcar, outro tema citado por Sheinbaum.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
