Paula Fernandes critica machismo na polêmica da perna
Paula Fernandes critica machismo na polêmica da perna – Em entrevista recente, a cantora sertaneja afirmou ter servido de “boi de piranha” para o mercado ao relembrar a repercussão negativa que sofreu ao cruzar as pernas durante a gravação de um especial televisivo, em 2013.
Segundo Paula, o simples gesto desencadeou comentários ofensivos e questionamentos sobre sua postura em um ambiente majoritariamente masculino – situação que, nas palavras dela, “toda mulher sempre enfrentou”.
Lembrança do episódio e reação da artista
O caso ocorreu quando a cantora participava de um programa musical ao lado de colegas do sertanejo. Ao ajustar-se na cadeira e cruzar as pernas, Paula notou o burburinho imediato entre bastidores, seguido por críticas públicas que a acusavam de “chamar atenção” indevidamente.
“Fui tratada como se tivesse cometido um crime só por ser mulher e estar ali”, disse ela, acrescentando que a cobrança estética e de comportamento continua mais rígida para artistas femininas do que para os homens do mesmo segmento.
Machismo no Brasil: números que contextualizam
A fala de Paula ecoa estatísticas recentes. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 1.437 feminicídios foram registrados no país em 2022, alta de 6,1% na comparação anual, evidenciando a persistência da violência de gênero.
No ambiente profissional, levantamento da Associação Brasileira da Música Independente mostra que apenas 28% das composições inscritas em 2022 tinham ao menos uma mulher entre os autores, reflexo de barreiras que se estendem dos palcos aos bastidores.
Para a cantora, discutir o assunto publicamente ajuda a pressionar o setor por igualdade. “Quero que outras artistas não passem por isso”, concluiu.

Apesar da experiência traumática, Paula segue preparando novos projetos e diz ter aprendido a transformar ataques em motivação para pautar a equidade dentro e fora da indústria fonográfica.
No início de outubro, a artista lançou um single que aborda empoderamento feminino, reforçando a mensagem de que a criatividade não deve ser limitada por estereótipos.
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Crédito da imagem: Reprodução
