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PCC bloqueado: R$ 2,5 mi e prisões por monopólio de apostas no CE
Quixeramobim, Ceará – Uma operação da Polícia Civil desarticulou, recentemente, um esquema que pretendia tornar única a plataforma de apostas esportivas usada no município. O grupo, ligado ao PCC, intimidava empresários com ameaças de morte para derrubar a concorrência.
- Em resumo: Oito investigados tiveram prisão preventiva decretada e R$ 2,5 milhões foram bloqueados pela Justiça.
Como o PCC pressionava as casas de aposta
Segundo as investigações, integrantes identificados como “Luiz” e “JD” lideravam a ofensiva: eles exigiam que donos de betting shops abandonassem outras plataformas, sob pena de incêndio e agressões físicas. A dupla contava com operadores locais que faziam a primeira abordagem, seguida pela chegada de executores encarregados de intimidar pessoalmente cambistas.
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a prática de extorsão por organizações criminosas cresceu 14% no Nordeste em 2023, mostrando que a pressão econômica é uma estratégia cada vez mais comum entre facções.
“As condutas não são episódicas, mas inseridas em contexto contínuo de coação sistemática”, destacou o juiz Maycon Robert Moraes Tomé ao autorizar as prisões.
Bloqueio milionário e impacto no mercado local
A Justiça ainda determinou a quebra de sigilos telefônicos e bancários, a apreensão de quatro Hilux e dois Corolla e o bloqueio de R$ 2,5 milhões, quantia que, segundo a polícia, financiaria a expansão da operação criminosa. Para especialistas, o valor sinaliza o rápido faturamento de sites de apostas, setor que movimentou mais de R$ 12 bilhões no Brasil em 2022, segundo a Receita Federal.

Além de proteger os empresários coagidos, a operação “Jogo Sujo” expõe um vácuo regulatório: enquanto o Congresso discute regras para o betting, municípios menores ficam vulneráveis a facções que veem nas apostas um canal de lavagem de dinheiro e controle territorial.
E você? Acredita que a regulamentação federal das apostas pode coibir a ação de facções? Para acompanhar outras investigações, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil do Ceará
