20.3 C
Ceará
terça-feira, março 17, 2026

Pesadelo ambicioso: náusea do absurdo brasileiro em 2026

Pesadelo ambicioso: náusea do absurdo brasileiro em 2026

Rio de Janeiro (RJ) – Lançado na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, o álbum Pesadelo ambicioso, assinado por Fausto Fawcett e o coletivo Chelpa Ferro, transforma fragmentos pós-pandemia em uma paisagem sonora que denuncia o que o autor chama de “náusea do absurdo brasileiro”. O disco mistura textos, ruídos e batidas para reafirmar que a tensão urbana permanece como tema central.

  • Em resumo: Fawcett reaproveita escritos do livro homônimo (2022) e, junto a Chelpa Ferro e Thiago Nassif, constrói 13 faixas onde voz, sintetizadores e noise criam um panorama sonoro sombrio.

Como o som expõe o incômodo

Produzido entre 2021 e 2025 por Chelpa Ferro com Thiago Nassif, o disco chega também em LP pelo selo Outra Música. A ação dos sintetizadores e guitarras de Nassif fricciona a tradição do trio fundador do Chelpa Ferro — Barrão, Luiz Zerbini e Sergio Mekler — e projeta uma linguagem que tensiona a música com as artes plásticas.

O texto e a textura sonora atravessam faixas como “Sabão Minerva”, “Grito motor” e “Demônios da insignificância”, reforçando um tom apocalíptico que o ouvinte percebe desde a abertura.

“náusea do absurdo brasileiro”

Contexto: obra, instalação e referências

Os textos que alimentam o álbum vieram do livro Pesadelo ambicioso (2022) e de uma instalação apresentada em Brasília (DF) em 2021 pelo próprio Chelpa Ferro, vínculo direto entre obra plástica e sonora.

Com 13 faixas, o disco incorpora referências que vão do flash urbano de 1987 — lembrado em “Forasteiro mental” — ao batidão carioca de “Funk insinuante”, e ainda propõe confrontos inusitados, como em “Candeia Stones”, onde samba e rock tentam um diálogo sufocado por ruídos.

Para entender melhor a proposta crítica e visual do trabalho, veja a reportagem original que contextualiza o lançamento e as escolhas estéticas da dupla: leia na fonte. Consulte também dados sobre o cenário urbano que inspira a obra no portal do IBGE.

O que você acha? A música contemporânea precisa recorrer ao ruído para traduzir o desconforto social? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora