GROVE, INGLATERRA – Às vésperas do GP de Miami, a Williams corre contra o relógio para reduzir o peso do FW48 e se manter viva na temporada 2026. Mesmo com apenas dois pontos somados, Carlos Sainz garante que atualizações internas, especialmente no simulador, podem surpreender rivais já na próxima corrida.
- Em resumo: Sainz diz que nova correlação do simulador indica salto de desempenho imediato.
Simulador turbinado vira trunfo oculto
Pouco depois da etapa de Suzuka, o espanhol passou dois dias inteiros no centro de simulação da equipe. Segundo ele, a ferramenta—reforçada com sensores de alta frequência e modelagem CFD—aponta ganho potencial de até 0,3s por volta, número que pode recolocar a Williams na zona de pontos em pistas de alta velocidade como Miami. Dados da Fórmula 1 mostram que, em 2025, 78% dos acertos de setup bem-sucedidos nasceram nesses ambientes virtuais.
James Vowles, chefe de equipe, confirma que a pausa de abril foi “100% dedicada” a processar mais de 40 GB de telemetria do carro, algo inédito para a estrutura de Grove.
“O simulador está finalmente entregando o que promete; é nossa peça-chave para recuperar terreno”, cravou Sainz.
Peso do carro ainda freia evolução
O regulamento da FIA fixa em 798 kg o limite mínimo para os carros de 2026. Técnicos admitem que o FW48 circula até 6 kg acima disso—equivalente a perder cerca de 0,2s por volta. Para efeito de comparação, na era híbrida a Williams nunca iniciou um campeonato tão pesada, agravando o pior começo de campanha desde 2019, quando fechou o ano com apenas um ponto.
Historicamente, a equipe soma nove títulos de construtores (o último em 1997), mas desde 2013 não termina no top-5. A nova gestão aposta em processos lean manufacturing e materiais compósitos de geração 4.0 para recuperar parte da competitividade ainda neste primeiro terço do calendário.
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