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Pesquisa mostra: para 2/3, moda ‘vence’ aos 56 anos
LONDRES – Uma sondagem inédita do Centre for Ageing Better expôs, recentemente, que dois em cada três britânicos acreditam haver “prazo de validade” para acompanhar a moda: seria de apenas 56 anos. O estudo, que baseia a campanha Age Without Limits, também revela prejuízos na carreira e na autoimagem de quem ultrapassa a barreira das cinco décadas.
- Em resumo: 10% dos entrevistados dizem que, aos 40, já se deveria “pendurar as tendências”.
Idade limite não é só para as passarelas
O levantamento ouviu 4 mil pessoas e foi além do guarda-roupa. Para 55 anos, afirmam, cessa a atratividade de um candidato no mercado de trabalho. Já a suposta dificuldade com tecnologia surge, em média, aos 61 anos — embora dados do IBGE mostrem que os brasileiros acima de 70 passam mais tempo on-line que muitos adultos jovens.
Em relação à cognição, os participantes apostam num declínio aos 63 anos, três anos antes do que apontam estudos neurológicos sobre envelhecimento precoce.
“O idadismo limita trabalho, saúde e ambição, definindo quais vidas merecem atenção”, alerta Carole Easton, diretora-executiva do Centre for Ageing Better.
Brasil ganha peso nas estatísticas de envelhecimento
No Brasil, 1 em cada 4 habitantes terá mais de 60 anos em 2030, projeta o IBGE. Para esse público, a moda e a atividade profissional funcionam como ferramentas de inclusão social e prevenção de isolamento, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Além disso, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) proíbe qualquer forma de discriminação por idade em anúncios de emprego, reforçando que preferências estéticas ou estereótipos tecnológicos não podem servir de barreira.
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Crédito da imagem: Divulgação
